segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O PT e o Trapiche


O pessoal aqui do norte sabe muito bem o que é um trapiche e, aquele de outras regiões, possivelmente o conhecem e veem também como porto ou ancoradouro de embarcação fluvial.
Os trapiches são normalmente plataformas elevadas, construidas sobre pilares de madeira ou de concreto, que lhes dão a devida sustentação, os quais ficam encravados no leito do rio, da baía ou do mar e, grande porção dos mesmos permanece submersa em maior ou menor porção, em função da pré amar ou baixar mar – maré plena ou cheia e vazia.
Nessa fração coberta pela água e que a parte extrema para baixo fica na lama do leito do líquido, forma-se crostas denominadas de craca e também nela se desenvolvem certos parasitas aquáticos e que, com o passar dos anos, o madeirame apodrece e tem que ser substituído e, quando essa troca não ocorre, o trapiche quebra, desmorona e afunda, as vezes, pelo simples tocar de uma embarcação de pequeno porte.
Pelos fatos incontestes que a história política nacional recente nos narra e mostra diariamente na atualidade, o PT, partido dos trabalhadores, comparativamente é um trapiche e que foi erguido com madeira a principio certificada pelos princípios democráticos, polida pela lixa da ética, envernizada pelo verniz da honestidade e a prova inconteste e quem sabe blindada contra a força da corrupção e portanto, apta a enfrentar as ondas por muitos e muitos anos e sendo, porto seguro de uma Nação que se tornaria o paraíso aqui na terra.
Nesse trapiche ele aportou o barco da administração verde e amarelo e então, em seu porão os roedores que há anos sentiam e farejavam o cheiro do queijo nacional e do suiço e, suas presas foram sendo amoladas e assim que lançaram âncoras, iniciou-se a desregrada e desenfreada ação dos roedores e a desgraça e a destruição veio prosperando e aniquilando com uma velocidade inimaginável e batendo recordes mundiais em termos de volume na arrasar todos os valores legais, morais e sociais que se pode ver e ter no tratar do erário e do que é público e republicano e em pouco tempo.
Como se tem testemunhado ao longo dos mandatos, as colunas de madeira do trapiche vem sendo corroídas velozmente e, pelo espaço de tempo decorrido, pode-se qualificar de mais rápido que o pensamento  e, numa primeira leva os parasitas do madeiramento foram mostrados e identificados no ou pelo mensalão.
Porém, esse feito não foi suficiente a que medidas ou providencias efetivas fossem aplicadas e, muito pelo contrário, serviu de estimulo, pois mesmo a despeito da indecente e da feiura do madeiramento a negação e o não admitir o deslize, foi a linha seguida e dita reiteradas  vezes, como uma ladainha cantada aqui e la fora: o mensalão não existiu!
A maré prosseguiu seus movimentos diários e agora, sob o efeito da Lua Sergio Moro e, eis que outros parasitas das colunas na maré, foram dando as caras e aparecendo sob a luz do sol e sendo identificados e alguns que lá atrás já haviam se projetado, eis que agora, na inspeção do trapiche pela Lava Jato, figuras conhecidas são reencontradas e que se juntam  aos mesmos bichos em termos de devastação e que já vinham arrebentando a estrutura do ancoradouro.
Ainda há colunas que não foram mexidas mas, usando a lógica e o escafandro  da dedução pelo tudo que até aqui foi mostrado nas estruturas de sustentação, as iniciais e desde a inauguração do porto, há que ser inevitável que também, por estarem submersas e sob efeito da mesma maré, a broca da corrupção e do abalroamento do desgoverno por incompetência, projeto de poder e mais imperícia ou até mesmo por falta de meta e de visão, elas também foram atingidas e dessa maneira, mais ou menos dias chegará sua vez e oportunidade e, logo mais o trapiche afundará por completo, sob a penetração da água pura pelos furos provocados pelos ratos.
E quando isso ocorrer, espera-se que os passageiros que viajam com seriedade e honestidade reconstruam o porto e que nele atraque barcos legalmente conduzidos e que segurando o timão haja mãos limpas e no porão haja desratização.

Lúcio Reis
Em 03/08/2015
Belém, Pa

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