O pessoal
aqui do norte sabe muito bem o que é um trapiche e, aquele de outras regiões,
possivelmente o conhecem e veem também como porto ou ancoradouro de embarcação
fluvial.
Os trapiches
são normalmente plataformas elevadas, construidas sobre pilares de madeira ou
de concreto, que lhes dão a devida sustentação, os quais ficam encravados no
leito do rio, da baía ou do mar e, grande porção dos mesmos permanece submersa
em maior ou menor porção, em função da pré amar ou baixar mar – maré plena ou cheia
e vazia.
Nessa fração
coberta pela água e que a parte extrema para baixo fica na lama do leito do líquido,
forma-se crostas denominadas de craca e também nela se desenvolvem certos
parasitas aquáticos e que, com o passar dos anos, o madeirame apodrece e tem
que ser substituído e, quando essa troca não ocorre, o trapiche quebra, desmorona e afunda, as vezes, pelo simples tocar de uma embarcação de pequeno
porte.
Pelos fatos incontestes que a história política nacional recente nos narra e mostra
diariamente na atualidade, o PT, partido dos trabalhadores, comparativamente é
um trapiche e que foi erguido com madeira a principio certificada pelos
princípios democráticos, polida pela lixa da ética, envernizada pelo verniz da
honestidade e a prova inconteste e quem sabe blindada contra a força da corrupção e portanto, apta a enfrentar as
ondas por muitos e muitos anos e sendo, porto seguro de uma Nação que se
tornaria o paraíso aqui na terra.
Nesse
trapiche ele aportou o barco da administração verde e amarelo e então, em seu
porão os roedores que há anos sentiam e farejavam o cheiro do queijo nacional e do suiço e, suas presas foram sendo amoladas e assim que lançaram âncoras,
iniciou-se a desregrada e desenfreada ação dos roedores e a desgraça e a
destruição veio prosperando e aniquilando com uma velocidade inimaginável e
batendo recordes mundiais em termos de volume na arrasar todos os valores
legais, morais e sociais que se pode ver e ter no tratar do erário e do que é público
e republicano e em pouco tempo.
Como se tem
testemunhado ao longo dos mandatos, as colunas de madeira do trapiche vem sendo corroídas velozmente e, pelo espaço de tempo decorrido, pode-se qualificar de mais
rápido que o pensamento e, numa primeira
leva os parasitas do madeiramento foram mostrados e identificados no ou pelo
mensalão.
Porém, esse
feito não foi suficiente a que medidas ou providencias efetivas fossem aplicadas
e, muito pelo contrário, serviu de estimulo, pois mesmo a despeito da indecente
e da feiura do madeiramento a negação e o não admitir o deslize, foi a linha
seguida e dita reiteradas vezes, como
uma ladainha cantada aqui e la fora: o mensalão não existiu!
A maré
prosseguiu seus movimentos diários e agora, sob o efeito da Lua Sergio Moro e,
eis que outros parasitas das colunas na maré, foram dando as caras e aparecendo
sob a luz do sol e sendo identificados e alguns que lá atrás já haviam se
projetado, eis que agora, na inspeção do trapiche pela Lava Jato, figuras conhecidas são reencontradas e que se juntam aos mesmos bichos em termos de devastação e que já vinham arrebentando a estrutura do
ancoradouro.
Ainda há
colunas que não foram mexidas mas, usando a lógica e o escafandro da dedução pelo tudo que até aqui foi mostrado
nas estruturas de sustentação, as iniciais e desde a inauguração do porto, há que
ser inevitável que também, por estarem submersas e sob efeito da mesma maré, a
broca da corrupção e do abalroamento do desgoverno por incompetência, projeto de poder e mais imperícia
ou até mesmo por falta de meta e de visão, elas também foram atingidas e dessa
maneira, mais ou menos dias chegará sua vez e oportunidade e, logo mais o
trapiche afundará por completo, sob a penetração da água pura pelos furos
provocados pelos ratos.
E quando
isso ocorrer, espera-se que os passageiros que viajam com seriedade e
honestidade reconstruam o porto e que nele atraque barcos legalmente conduzidos
e que segurando o timão haja mãos limpas e no porão haja desratização.
Lúcio Reis
Em
03/08/2015
Belém, Pa
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